SÃO LUÍS - Nesta segunda-feira (20) a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) ouviu novos depoimentos de mães e pais de crianças que morreram após receberem atendimento no Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís.
Os relatos fazem parte de cinco inquéritos que investigam as circunstâncias das mortes e denúncias de irregularidades nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas do Hospital da Criança. A polícia busca identificar se houve responsabilidade criminal.
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Caso do menino Nicholas
Entre os casos apresentados à polícia está o de Nicholas, de 7 anos. Segundo a mãe, Núbia Carneiro, o menino deu entrada no Hospital da Criança no dia 7 de junho deste ano e morreu após uma série de supostas falhas no atendimento.
Segundo Núbia Carneiro, houve falhas no atendimento e falta de preparo por parte dos profissionais que atenderam o filho. Ainda de acordo com a mãe, os médicos disseram que a criança morreria antes mesmo da conclusão dos exames.
“Os médicos olhavam para mim e diziam: ‘Mãe, ele vai morrer’. Eu olhava para eles do outro lado da cama, com meu filho intubado, recebendo oxigênio e cheio de fios. Eu disse à médica: ‘Como assim ele vai morrer? Eu trouxe ele aqui quatro vezes. Ele tem alguma bactéria?’. Foi então que fizeram um hemograma. O resultado mostrou que ele realmente tinha uma bactéria e precisava fazer uma tomografia, mas não deu tempo.
