O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou, nesta segunda-feira (20), o arquivamento da investigação contra atuais diretores da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no âmbito do inquérito ligado à estrutura clandestina na coorporação durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Moraes, as condutas atribuídas ao atual chefe de gabinete, Luiz Carlos Nóbrega; o diretor-geral, Luiz Corrêa; o corregedor geral, José Fernando Chuy; e o coordenador de operações de busca, Lucio Parente, não possuem indícios suficientes para justificar a investigação criminal.
Além deles, o ex-diretor-geral da Abin também teve o caso arquivado. Ex-número dois da Abin, Alessandro Moretti foi demitido do cargo de diretor-adjunto da agência, em 2024, pelo atual presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.
À época, outros quatro diretores da coorporação também foram exonerados após a operação da PF revelar uma suposta espionagem ilegal realizada pela agência durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Após a demissãom Moretti afirmou que foi responsável por iniciar as investigações contra a denominada “Abin paralela”.
A Corte concluiu que as acusações feitas pela Polícia Federal contra esses investigados foram genéricas e sem provas concretas. A investigação não explicou exatamente o que cada um deles fez de errado nem apresentou o básico para demonstrar que eles cometeram um crime.
