A ex-deputada federal Silvia Waiãpi (PL-AP) publicou, nesta 2ª feira (20.jul.2026) uma série de vídeos em suas redes sociais demonstrando indignação ao ser cortada da lista de candidatos do PL depois que um processo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a tornou inelegível por 8 anos. Ela afirma que a decisão do partido de descartá-la da lista de candidatos tem cunho racista e misógino.
A inelegibilidade é resultado de um processo de abril de 2026, no qual Waiãpi foi condenada pelo uso indevido de verbas eleitorais e enquadrada na Lei da Ficha Limpa. Waiãpi foi acusada de desviar R$ 9 mil de fundos eleitorais para fazer procedimentos estéticos durante a campanha eleitoral de 2022. A denúncia veio de uma coordenadora de campanha da ex-congressista.
Depois da denúncia, o TRE-AP (Tribunal Regional Eleitoral do Amapá) rejeitou, por unanimidade, a prestação de contas da congressista e determinou sua cassação. O caso foi parar no TSE, relatado pelo ministro André Mendonça, que manteve a decisão inicial.
Waiãpi compareceu a uma convenção do PL-AP nesta 2ª feira, em que acreditava que seria anunciada como representante do partido para uma vaga no Congresso. Durante o evento, ela gravou vídeos sendo barrada ao tentar entrar.
O pré-candidato a deputado federal Gesiel Oliveira (PL-AP) publicou vídeos na sua conta oficial no Instagram afirmando que, diferentemente do afirmado por Waiãpi, a decisão não foi tomada por racismo estrutural ou misoginia e sim pela sua inelegibilidade.
