A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Columvi (glofitamabe), indicado para o tratamento de pacientes adultos com um tipo agressivo de câncer no sangue.
O Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB) recidivado ou refratário representa cerca de 1 a cada 3 casos entre os linfomas não Hodgkin1, sendo o subtipo mais comum. A estimativa é de que cerca de 4 mil pessoas recebam o diagnóstico da doença por ano no Brasil.
A aprovação beneficia pessoas que já passaram pela primeira linha de tratamento, e que não são candidatas ao transplante autólogo de células-tronco, além de pacientes que estão na terceira linha ou em etapas mais avançadas da doença.
O glofitamabe pertence a uma classe terapêutica conhecida como anticorpos biespecíficos. “Na prática, o medicamento funciona como uma estrutura de conexão entre as células de defesa e as células doentes. Uma extremidade se liga à célula tumoral e a outra se fixa à célula T (a célula de defesa do próprio corpo)”, explica Renato Tavares, hematologista e Membro da Diretoria da ABHH – Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e Terapia Celular.
De acordo com os resultados do estudo clínico global de Fase III, STARGLO, o uso do medicamento em combinação com a quimioterapia, causa uma redução de 41% no risco de morte em comparação ao protocolo tradicional.
