O ouro encerrou em leve baixa nesta segunda-feira (20) ainda que sem se distanciar da estabilidade, após queda na semana passada. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto fechou em queda de 0,07%, a US$ 4.015,9 por onça-troy. A prata para setembro subiu 1,32%, a US$ 57,072 por onça-troy.
O ouro seguiu acima do patamar de US$ 4 mil, mostrando resistência mesmo diante da alta dos rendimentos dos Treasuries e do dólar. Com o desenrolar da sessão, houve um movimento de descompressão da tensão vista mais cedo entre EUA e o Irã que impulsionou o petróleo Brent de volta para acima de US$ 90 o barril.
“A recente dinâmica de preços sugere que as preocupações com taxas de juros mais altas por mais tempo estão anulando o tradicional apelo do ouro como porto seguro, mantendo o metal em uma faixa de negociação restrita, apesar da escalada dos riscos geopolíticos”, afirma Soojin Kim, analista do MUFG.
Para a Capital Economics, o ouro tem se comportado mais como um ativo de risco e seu preço está muito alto quando comparado a alguns dos “fundamentos”, como as taxas de juros reais de longo prazo, que normalmente o influenciam. “Nossa visão é que isso reflete, em parte, um processo de desmonte da demanda ‘especulativa'”, avaliam. Outras fontes de demanda, como os bancos centrais, também foram importantes em alguns momentos, pontuam. “Consequentemente, nosso cenário base é que a queda atual no preço do ouro continue”, projetaram.
