As empresas brasileiras afetadas pela nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos têm poucos dias para tentar reduzir os impactos da medida antes que ela entre em vigor, na próxima quarta-feira, 22 de julho. Situação mais célere entre as companhias do agronegócio.
A partir dessa data, a cobrança será aplicada integralmente sobre toda mercadoria que ingressar em território americano, tornando a antecipação de embarques a principal estratégia de curto prazo para exportadores.
Segundo o advogado tributarista Rafael Pandolfo, especialista em direito econômico e empresarial pela FGV, a janela de adaptação é bastante limitada. “Os sete dias entre o anúncio e o início da vigência servem praticamente para antecipar embarques”, afirma ao CNN Agro.
Há apenas uma exceção prevista na regra americana. Mercadorias que já tiverem iniciado o trânsito internacional antes de 22 de julho e forem nacionalizadas nos Estados Unidos até 29 de julho ficam isentas da nova tarifa.
Embora o tributo seja recolhido pelo importador americano, Pandolfo explica que o impacto financeiro tende a chegar rapidamente às empresas brasileiras.
“Esse custo naturalmente acaba sendo transferido ao exportador brasileiro, seja por renegociação de preços, seja pelo cancelamento de pedidos, produzindo efeito imediato no caixa dos setores atingidos“, exemplifica.
