Um juiz federal concedeu nesta segunda-feira (20) uma ordem de restrição temporária que paralisa por 14 dias a fusão de US$ 110 bilhões entre Paramount Skydance e Warner Bros. Discovery (WBD). A decisão atende a um pedido de uma coalizão de 12 procuradores-gerais estaduais, liderada pelo democrata Rob Bonta, da Califórnia, que move uma ação para impedir o negócio por razões antitruste.
A juíza Araceli Martínez-Olguín, da Corte Distrital do Norte da Califórnia, assinou a ordem após ouvir os argumentos das duas partes na sexta-feira (17), em audiência realizada em Oakland.
Ela também marcou uma nova audiência para 3 de agosto, quando vai avaliar o pedido dos estados por uma liminar. Se concedida, a medida pode congelar a fusão por meses e representar um revés mais grave para a Paramount.
Bonta classificou a decisão como "uma vitória crítica" no processo movido em 13 de julho. Segundo ele, a fusão ameaça elevar preços e reduzir a qualidade e a variedade de conteúdo disponível para cinemas e TV a cabo.
A Paramount, por outro lado, chamou os argumentos antitruste dos estados de "sem qualquer base na realidade atual do mercado" e prometeu contestar a ação nas próximas etapas judiciais.
O que os estados alegam contra a fusão
A ação estadual sustenta que a fusão reduziria a concorrência em três frentes: distribuição de filmes em grande escala nos cinemas, distribuição dos filmes de maior bilheteria e licenciamento de canais básicos de TV a cabo.
