A Microsoft identificou, nesta quinta-feira (16), um aumento expressivo nos ataques que utilizam o malware ACR Stealer. A ameaça atua de forma silenciosa e rouba dados pessoais e profissionais, como senhas armazenadas no navegador, tokens de autenticação e documentos confidenciais de clientes corporativos.
O comunicado, publicado pela equipe de segurança da empresa, revelou que os criminosos intensificaram o uso de engenharia social, ou seja, técnicas de manipulação e engano, para infectar computadores sem que as vítimas percebam a invasão entre o final de abril e meados de junho.
“As equipes de segurança devem priorizar o monitoramento de iscas ClickFix, atividades suspeitas de WebDAV, execução de PowerShell ofuscado e tentativas de acesso a repositórios de credenciais de navegador”, orientou a Microsoft.
Como funciona a armadilha do ‘falso erro’
Para invadir as máquinas, os cibercriminosos utilizam uma tática conhecida como ClickFix. O golpe consiste em exibir telas falsas de erro ou verificações de segurança em sites comprometidos. São simulados avisos do sistema ou checagens para confirmar se a pessoa é humana.
A mensagem instrui o usuário a copiar e executar um código no terminal do Windows (cmd ou PowerShell) sob o pretexto de “corrigir o problema”. Ao colar e executar o comando, a própria vítima autoriza o download e a instalação do malware no computador.
