Antes de a Copa do Mundo começar, havia um pensamento que não saía da minha cabeça à medida que o torneio se aproximava: “Isso pode ser um desastre.”
Manchetes falavam sobre como a longa paralisação do governo dos Estados Unidos havia deixado municípios sem os recursos necessários para se preparar para a chegada de milhões de pessoas. Havia preocupações de que o ambiente político tóxico do país afastasse muitos torcedores internacionais. Relatos de preços abusivos em torno dos jogos faziam parecer que milhares de assentos ficariam vazios, já que muitos fãs não conseguiriam arcar com os custos da viagem. E o início da guerra no Irã deteriorou ainda mais a imagem do governo americano, dentro e fora do país.
Era o suficiente para me deixar, como apaixonado por Copa do Mundo, preocupado com a possibilidade de o torneio ser uma enorme decepção.
Eu não poderia estar mais errado.
Desde o momento em que a primeira bola rolou na Cidade do México até o apito final no MetLife Stadium, em Nova Jersey, a América do Norte sediou uma das maiores festas que o mundo já viu. Houve uma mudança completa de clima, exatamente a mudança de que todos precisavam.
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