Uma juíza federal de San Francisco aprovou nesta segunda-feira (20) o acordo histórico de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,66 bilhões) firmado pela empresa de inteligência artificial Anthropic para encerrar uma ação coletiva movida por um grupo de autores que a acusava de usar indevidamente seus livros para treinar o chatbot de IA Claude. A juíza distrital dos Estados Unidos Araceli Martinez-Olguin concedeu a aprovação final ao acordo, considerado o maior já registrado em um processo de direitos autorais nos Estados Unidos. A ação é uma das dezenas movidas por detentores de direitos autorais, incluindo escritores e veículos de imprensa, contra empresas de tecnologia pelo uso de obras protegidas no treinamento de grandes modelos de linguagem, e é o primeiro caso de grande porte no país a chegar a um acordo. O então juiz responsável pelo caso, William Alsup, atualmente aposentado, havia dado um aval preliminar ao acordo em setembro do ano passado. Os autores processaram a Anthropic em 2024, alegando que a empresa, apoiada por Amazon e Alphabet, utilizou versões pirateadas de seus livros, sem autorização, para ensinar o Claude a responder aos comandos dos usuários. Em junho do ano passado, Alsup decidiu que o uso das obras para treinar o Claude se enquadrava no conceito de uso justo ("fair use") previsto na legislação americana.
