A forte onda de importações de veículos eletrificados chineses impulsionou a corrente de comércio entre o Brasil e a China para patamares inéditos no 1º semestre de 2026. As compras de modelos elétricos puros quadruplicaram no período, enquanto as de híbridos dobraram, injetando US$ 2,79 bilhões no fluxo bilateral.
O avanço automotivo consolidou o recorde nas transações com o país asiático, que renderam ao mercado nacional um superavit de US$ 19,8 bilhões de janeiro a junho, segundo relatório do CEBC (Conselho Empresarial Brasil-China).
O salto nos desembarques de automóveis da China respondeu por 15% de tudo o que o Brasil comprou do parceiro asiático nos primeiros 6 meses do ano, elevando as importações totais a US$ 38,5 bilhões. No sentido inverso, o ritmo das exportações brasileiras expandiu 22%, alcançando US$ 58,3 bilhões, alavancado principalmente pela forte valorização e pela alta nos embarques de petróleo bruto para o mercado chinês.
CORRIDA CONTRA O TARIFAÇO
A disparada na entrada dos automóveis chineses concentrou-se no Espírito Santo, Estado que centraliza a recepção de 88% dos veículos eletrificados trazidos do exterior. A forte movimentação portuária decorre de uma estratégia das importadoras para antecipar o recebimento dos lotes antes da entrada em vigor da nova alíquota do imposto de importação, que subiu para 35% neste mês de julho.
