As sondas Voyager transformaram a forma como a humanidade conhece o Sistema Solar. Lançadas pela NASA em 1977 para explorar os planetas gigantes, elas superaram em muito os objetivos originais da missão e seguem viajando pelo espaço quase cinco décadas depois. Hoje, são os artefatos construídos pelo ser humano que chegaram mais longe da Terra e as únicas espaçonaves em operação no espaço interestelar.
Durante o Olhar Espacial da última sexta-feira (17), o astrônomo e colunista do Olhar Digital Marcelo Zurita e o astrônomo amador e divulgador científico Alexsandro Mota explicaram por que a missão Voyager é considerada um dos maiores marcos da exploração espacial. Além de revolucionarem o conhecimento sobre os planetas gigantes, as sondas continuam ajudando cientistas a entender uma região do espaço que nenhuma outra missão alcançou.
Por que as Voyager são um marco da exploração espacial?
As duas sondas foram lançadas com poucos dias de diferença, em 1977, aproveitando um raro alinhamento entre os planetas gigantes que permitia visitar vários deles em uma única missão. A estratégia deu certo: a Voyager 1 explorou Júpiter e Saturno, enquanto a Voyager 2 passou pelos mesmos planetas e seguiu viagem até Urano e Netuno.
Até hoje, a Voyager 2 é a única espaçonave a visitar Urano e Netuno.
