O AliExpress, da Alibaba, foi multado em um valor recorde de US$ 629 milhões pela União Europeia nesta segunda-feira (20) por não combater a venda de produtos ilegais, inseguros e falsificados em sua plataforma.
Essa foi a terceira multa aplicada pela Comissão Europeia sob a Lei de Serviços Digitais da UE, um marco regulatório que exige que as grandes plataformas online façam mais para combater conteúdo ilegal e prejudicial.
Em junho do ano passado, a Comissão acusou a AliExpress de não cumprir uma exigência da DSA (Lei de Serviços Digitais) de avaliar e mitigar os riscos de disseminação de produtos ilegais.
O órgão regulador estabeleceu um prazo até 20 de outubro para que o AliExpress propusesse medidas corretivas, e a empresa poderá enfrentar novas penalidades caso decida, em dezembro, que não está em conformidade com a DSA.
“Isto é muito perigoso para os consumidores e injusto para as empresas que cumprem todas as nossas regras”, disse a chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, aos jornalistas.
Ela destacou os 193 milhões de usuários do AliExpress na Europa no ano passado, em comparação com os 156 milhões da Shein e os 130 milhões da Temu. A Temu também foi multada sob a Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês), e a Shein está sob investigação.
“Um em cada cinco europeus afirma fazer compras pelo menos uma vez por mês na Shein, Temu e AliExpress”, disse Virkkunen.
O AliExpress afirmou que irá recorrer da multa, pois a considera excessiva.
