As exportações brasileiras de noz-pecã enfrentam um período de desaceleração em meio ao aumento dos custos logísticos, às mudanças nas exigências sanitárias da Europa e às incertezas sobre a política comercial dos Estados Unidos.
Apesar do cenário mais desafiador, o setor mantém a expectativa de retomada dos embarques no segundo semestre, impulsionada por uma safra maior em 2026.
Segundo o presidente do IBPecan (Instituto Brasileiro de Pecanicultura), Claiton Wallauer, os conflitos no Oriente Médio elevaram os custos do transporte marítimo ao reduzir a disponibilidade de contêineres e aumentar os preços dos fretes.
Para Wallauer, o cenário desacelerou as negociações com alguns mercados internacionais. “O conflito no Oriente Médio impactou fortemente a logística internacional, reduzindo a oferta de contêineres e elevando significativamente o custo dos fretes marítimos”, afirmou.
Ao mesmo tempo, o setor monitora os possíveis efeitos das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos para produtos sul-americanos. Embora ainda não haja definição sobre o impacto das medidas para a noz-pecã brasileira, Wallauer avalia que o cenário pode criar oportunidades comerciais.
“Há possibilidade de esse tarifaço americano impactar bastante os produtos de origem sul-americana e brasileira. Nós ainda não sabemos bem quanto vai ficar o custo, mas pode ser interessante porque Estados Unidos e México tiveram uma safra menor no ano passado e os preços podem estar um pouquinho mais acima”, disse.
