O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no domingo (19) que o jato doado pelo Catar, que serviu como “Air Force One”, aeronave responsável por transportar o líder do país, será enviado para modernização, parecendo reconhecer que o avião não é tão bem equipado quanto os mais antigos.
Ao desembarcar do avião em seu retorno da final da Copa do Mundo da FIFA em Nova Jersey, no domingo, Trump foi questionado sobre as capacidades de defesa antimíssil da aeronave recém-reformada, em meio a relatos de que o novo jato não é tão seguro quanto o antigo.
“Ele tem muita capacidade, mas, pelo que entendi, em cerca de um mês, eles o enviarão para ser totalmente modernizado”, disse Trump a repórteres na Base Aérea Conjunta Andrews.
O presidente americano tem buscado, em privado, controlar a cobertura jornalística sobre as deficiências de segurança da aeronave, e seu governo tem agido agressivamente para investigar quem falou com repórteres sobre o assunto.
A chefe de gabinete Susie Wiles e o diretor do FBI, Kash Patel, estão pessoalmente envolvidos nesse esforço. Há pouco mais de uma semana, funcionários da Casa Branca foram solicitados a entregar seus telefones.
O jornal The New York Times, o primeiro a noticiar os problemas de segurança relacionados ao plano, afirmou que quatro de seus repórteres foram intimados pelo governo americano.
Agora, apesar de continuar voando no avião, Trump parece reconhecer que as preocupações com a segurança são reais.
