O governo federal estruturou uma agenda de consultas diretas aos setores econômicos afetados pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A informação foi apurada pela analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Live CNN.
Segundo a analista, o objetivo é medir o impacto sobre empregos, contratos e produção antes de definir eventuais medidas de reciprocidade e o volume de recursos destinados ao socorro das empresas.
A iniciativa é conduzida pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), ministério que assumiu a frente das negociações em conjunto com o Palácio do Planalto.
Cada setor afetado terá a oportunidade de se reunir com representantes do governo para apresentar os impactos específicos e indicar quais medidas considera necessárias para enfrentar as consequências das novas tarifas americanas de 25%.
Cautela como diretriz
A postura do governo brasileiro diante do tarifaço tem sido marcada pela cautela. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, ainda não há decisão tomada sobre a aplicação da Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional e que pode ser utilizada como ferramenta de resposta às tarifas norte-americanas.
Parte do governo avalia que a decisão sobre reciprocidade é de natureza governamental e deve ser tomada com base nesse mesmo princípio de cautela que tem orientado as tratativas desde o primeiro anúncio das tarifas.
Ao mesmo tempo, a preocupação com a responsabilidade fiscal é outro fator determinante.
