Um único treinamento de modelo de IA generativa pode consumir o equivalente ao que 40 famílias brasileiras gastam em energia durante um ano inteiro. Esse número não é um exagero de ficção científica; é a realidade física que a maioria dos executivos de tecnologia ainda não colocou na planilha. Embora a IA generativa seja prioridade para 91% das empresas no Brasil, nossa infraestrutura de GPUs, data centers e energia limpa simplesmente não acompanha essa escala. O maior risco para os projetos de IA hoje não é a falta de algoritmos brilhantes, mas de capacidade computacional bruta para rodá-los.
Até aqui, o debate corporativo foi dominado pelo deslumbramento com o software. Mas a verdade é que as empresas estão comprando placas gráficas, não inteligência. O investimento global explodiu, mas a maior fatia desse dinheiro está indo para servidores, sistemas de refrigeração e chips superpotentes, uma corrida que deve exigir US$ 1 trilhão em infraestrutura até 2027. O problema é que o silício e o cimento não se expandem na mesma velocidade do código.
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O Brasil vive um paradoxo fascinante: somos vice-líderes globais na adoção de IA generativa e o terceiro país que mais usa o ChatGPT semanalmente no mundo. No entanto, essa liderança no consumo não se reflete na nossa estrutura física.
