Os diretores financeiros (CFOs) têm ampliado os investimentos em inteligência artificial (IA), mas ainda enfrentam dificuldades para comprovar se a tecnologia gera retorno financeiro. Para a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, a melhor forma de medir esse impacto é acompanhar a quantidade de "inteligência útil por dólar" obtida em cada implementação, em vez de priorizar métricas como especificações de modelos ou custo por token.
Em artigo publicado na Fortune nesta segunda-feira, 20, Friar afirma que a principal dúvida apresentada por executivos financeiros é como transformar investimentos em IA em valor concreto para os negócios. "A pergunta que ouço de diretores financeiros em todos os lugares é simples: como podemos obter mais valor de nossos investimentos em IA?", escreveu a executiva.
Segundo ela, a resposta passa por quatro perguntas que ajudam empresas a identificar quais tarefas realmente importam, calcular o custo total para executá-las com IA e verificar se os resultados produzidos pela tecnologia podem ser utilizados pelos funcionários sem necessidade de retrabalho.
Investimentos seguem em alta
A proposta surge em um momento de aceleração dos investimentos em IA. Segundo levantamento da Bain & Company, 56% dos executivos financeiros seniores pretendem elevar em mais de 15% os investimentos em IA neste ano.
