Pesquisadores da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC), na Espanha, apontaram que baleias com dentes, como golfinhos, orcas e baleia-piloto, desenvolveram sinais idênticos ao Alzheimer humano.
Segundo Simona Sacchini, pesquisadora do Departamento de Morfologia da ULPGC, diferente de camundongos usados em laboratórios, que precisam ser modificados geneticamente para “fingir” ter a doença, algumas baleias idosas a apresentam naturalmente.
Os cientistas encontraram no cérebro desses animais as duas principais marcas da doença:
Placas de proteína: acúmulos de uma substância chamada beta-amiloide
Emaranhados de Tau: proteínas retorcidas que danificam as células cerebrais
Os pesquisadores também descobriram que essas baleias possuem “neurônios pretos”, com uma substância chamada neuromelanina. Antes, acreditava-se que isso era quase exclusivo de humanos e primatas.
A perda desses neurônios específicos é o que causa o Parkinson, e o estudo encontrou indícios de lesões semelhantes nessas áreas do cérebro das baleia.
Por que isso ocorre?
O estudo aponta vários motivos pelos quais esses animais são vulneráveis. Assim como os humanos, as baleias vivem muito tempo, inclusive após pararem de se reproduzir, o que aumenta o risco de doenças do envelhecimento.
Além disso, como mergulham em grandes profundidades, elas passam por períodos com pouco oxigênio no cérebro.
