Um novo tarifaço de 25% anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros colocou novamente a guerra comercial no radar dos investidores.
A nova medida entra em vigor na próxima quarta (22) e será adicional às alíquotas já existentes. Ou seja, um produto que atualmente paga 5% de imposto de importação passará a pagar 30%, somando a taxa regular aos 25% extras.
Embora a medida possa reduzir a competitividade de empresas exportadoras e afetar ações de alguns setores da bolsa, especialistas avaliam que ainda é cedo para medir seus efeitos sobre o mercado financeiro como um todo.
Enquanto empresas diretamente expostas ao mercado americano podem enfrentar perdas, indicadores como bolsa, dólar e juros seguem sendo influenciados, principalmente, pelas perspectivas para inflação e política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.
Segundo Marilia Fontes, economista e apresentadora da Resenha do Dinheiro, as tarifas tornam os produtos brasileiros mais caros para o consumidor americano, reduzindo a competitividade das empresas exportadoras.
“O produto exportado fica mais caro e isso prejudica a competitividade de alguns setores. O que ainda é preciso entender é quais produtos estarão sujeitos às tarifas e quais poderão ficar de fora. Hoje, a principal preocupação do mercado está concentrada nas carnes”, afirma.
