Resumo
Governo dos EUA cogita coibir uso de modelos de IA chineses, por questões de segurança e proteção a empresas nacionais.
O modelo Kimi K3 tem capacidade de processar comandos longos e obteve resultados superiores a modelos de Anthropic e OpenAI em testes.
Discussões envolvem possíveis medidas contra empresas americanas que adotem IAs chinesas, como regras de licitação e inclusão na Lista de Entidades.
O governo dos Estados Unidos pensou em banir modelos chineses de inteligência artificial no país. Os esforços de parte da administração federal não tiveram sucesso, mas a medida voltou a ser cogitada nas últimas semanas, com o lançamento de ferramentas mais potentes desenvolvidas no país asiático.
Fontes ouvidas pelo site Axios dizem que as movimentações do ano passado visavam uma proibição direta. Dessa vez, porém, a ofensiva pode se concentrar em uma narrativa de que os modelos chineses não são seguros.
O que aconteceu para a medida voltar a ser discutida?
Segundo o Axios, o lançamento do modelo Kimi K3, desenvolvido pela startup chinesa Moonshot AI, trouxe a proibição de volta ao horizonte da administração de Donald Trump.
Essa ferramenta tem janela de contexto de 1 milhão de tokens, o que permite processar comandos extremamente longos. Em testes cegos, em que usuários julgam qual a melhor resposta para um mesmo prompt, o Kimi obteve resultados superiores aos modelos mais recentes de Anthropic e OpenAI.
