O Porsche Macan, SUV compacto que se tornou um dos campeões de venda da marca alemã desde 2014, está prestes a se despedir. A montadora confirmou que o último exemplar da versão a combustão será produzido até o fim de julho de 2026, na fábrica de Leipzig, Alemanha. O modelo, que já havia deixado de ser vendido na Europa em 2024 por não atender às novas regras de segurança, agora será descontinuado globalmente.
O fim da linha certamente causará um impacto na indústria automotiva. Afinal, ao longo de sua trajetória, o Macan foi responsável por mais de 800 mil unidades vendidas e chegou a ser o segundo carro mais comercializado da Porsche, à frente do icônico 911 e atrás apenas do Cayenne. Em 2023, foram 87.355 unidades, consolidando sua importância estratégica para a marca. Apesar de não ser o favorito dos puristas, o SUV garantiu margens financeiras que sustentaram o desenvolvimento de outros modelos esportivos.
A decisão de encerrar a produção foi inicialmente baseada na expectativa de que os consumidores migrariam naturalmente para o Macan elétrico, lançado como sucessor direto. No entanto, os números mostraram outra realidade: em 2026, até junho, 19.695 unidades a gasolina foram vendidas contra 15.620 elétricas, revelando que a demanda por motores convencionais ainda é significativa.
O futuro da linha Macan e o arrependimento da Porsche
O ex-CEO da Porsche, Oliver Blume, admitiu que a decisão de aposentar o Macan a combustão foi um erro estratégico.
