A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso prendeu Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, de 30 anos, apontada como peça-chave em um esquema de apoio ao Comando Vermelho (CV). A prisão ocorreu em Cuiabá, durante a Operação Fariseus, que investiga o uso de estruturas para lavar dinheiro e fortalecer a atuação da facção no estado.
O esquema utilizava um projeto religioso como fachada para ingressar em unidades prisionais e prestar apoio logístico, financeiro e comunicacional à facção Comando Vermelho.
Os investigados intermediavam recados entre líderes presos e foragidos, além de realizarem viagens frequentes ao Rio de Janeiro para fortalecer laços com a cúpula do crime organizado.
A estrutura servia para lavagem de dinheiro por meio de triangulação bancária, ocultando recursos que financiavam veículos, viagens de luxo e procedimentos estéticos dos envolvidos.
De acordo com as investigações, Rhavenna, conhecida pela alcunha de “RR”, não exercia um papel secundário na organização. Documentos judiciais indicam que ela mantinha ligação direta com a alta cúpula do Comando Vermelho, incluindo nomes como o “Batman do CV” e a liderança máxima, denominada como Sandro Loco.
A suspeita realizava frequentes viagens ao Rio de Janeiro, onde acessava áreas dominadas pela facção e consideradas de difícil alcance para as forças de segurança. Em Cuiabá, ela era proprietária do salão de beleza “Mis Amores”, estabelecimento que também foi alvo de busca e apreensão.
