A Meta enfrentará nesta segunda-feira (20) um julgamento no Tennessee, nos Estados Unidos, devido a alegações de que o design do Instagram é o culpado por uma crise de saúde mental entre jovens. Esse é um dos vários julgamentos em andamento nas próximas semanas que testarão as alegações de que as plataformas de mídia social da empresa foram intencionalmente construídas para serem viciantes.
O estado norte-americano acusa a empresa de violar a lei estadual de proteção ao consumidor por projetar conscientemente um produto que leva adolescentes ao uso compulsivo e por enganar o público sobre sua segurança.
O processo, movido pelo gabinete do Procurador-Geral Jonathan Skrmetti, alega que a Meta não divulgou uma extensa pesquisa interna que demonstrava que o Instagram poderia prejudicar adolescentes e continuou oferecendo recursos que sabia serem perigosos sem alertar os usuários.
O estado alega que o fundador e CEO Mark Zuckerberg foi repetidamente alertado por alguns funcionários da Meta sobre pesquisas que apontavam um impacto negativo nos adolescentes, mas se recusou a financiar iniciativas para minimizar esses danos e fez declarações públicas enganosas sobre a quantidade de conteúdo prejudicial nas plataformas.
Skrmetti busca sanções financeiras e uma ordem judicial que obrigue o Instagram a modificar aspectos da plataforma que, segundo o estado, são prejudiciais à saúde mental dos adolescentes.
