Pelé sobreviveu a Messi
A frase acima não é minha, mas do cronista e poeta gaúcho Fabrício Carpinejar, publicada ontem logo após a derrota da Argentina para a Espanha na Copa do Mundo, para dizer que se o argentino conseguisse sua segunda Copa consecutiva em sua última dança, a comparação seria sempre reincidente.
A realeza resistiu a sua mais contundente ameaça de sucessor, a um canhoto que parecia filho do impossível, de reações sobrenaturais, levando a seleção inteira nas costas para uma improvável decisão.
Mas Messi se despediu da Albiceleste sem o triunfo derradeiro e não tem como ser colocado lado a lado com aquele que levantou três Copas do Mundo.
Por coincidência, ou capricho dos deuses, Messi deu adeus no mesmo palco em que Pelé se aposentou do futebol, o MetLife Stadium, que substituiu o antigo Giants Stadium, em Nova Jersey.
Pelé sobreviveu a Messi...2
São cerca de sete décadas ainda intocadas no trono. Pelé já travou batalhas mentais pelo posto de melhor de todos os tempos com vários monstros: Di Stéfano, Eusébio, Cruyff, Beckenbauer, Maradona, Cristiano Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho.
Talvez quem mais tenha se aproximado dele foi Lionel Messi, que jamais desistiu de tentar agarrar o manto e o cetro, fugindo de analogias e sendo ele próprio.
Sequer sai da competição com a marca de maior artilheiro da história, que ficou para o francês Kylian Mbappé, com 22 gols.
