Foi uma boa Copa, muito boa. A melhor? Não sei dizer. A de 1998, a primeira da qual tenho lembranças vivas, tem lugar cativo em meu coração. A seguinte nos trouxe a euforia do penta, mas foi uma Copa fraca, marcada por terríveis arbitragens. A do Brasil em 2014, apesar do 7 a 1 alemão e de todas as exigências padrão Fifa (ignoradas nos EUA este ano) foi excelente. O Mundial de 2026 foi marcado pelo talento de diversos craques, um gênio absoluto, Lionel Messi, e outro em potencial, Lamine Yamal. O caçula levou a melhor, numa final que acabou por eclipsar ambos os canhotos forjados na Catalunha.
Como bem salientou o repórter Klaus Richmond, sob o escaldante calor do Metlife Stadium, em Nova Jersey, Messi provou do próprio veneno, o elixir de La Masia, a base do Barcelona cujo estilo de controle da bola levou a Espanha a dois títulos mundiais. Em 2010, a chave (ou o Xavi, mais Iniesta, Busquets) foi o entrosanemto dos meio-campistas do Barça. Em 2026, eram oito os atletas culés, incluindo o zagueiro Cubarsi, tão jovem quanto fundamental, o craque marrentinho Yamal e o autor do gol do titulo, Ferran Torres. Até mesmo o ultraficiente lateral Marc Cucurella, único jogador que pertence ao Real Madrid, é catalão e cria do Barça.
