Latas de cerveja, copos quebrados e sacos plásticos espalhados pelas ruas de Madri lembram a grande festa da noite anterior, enquanto as equipes de limpeza trabalham para deixar a cidade impecável antes da chegada dos campeões.
“Sinceramente, estou muito cansado, porque ontem, com toda a questão da prorrogação, no fim das contas você vai dormir num domingo à uma e meia, duas da manhã, depois ainda vai até a praça Colón para comemorar, já são três da manhã, dorme quatro horinhas… e agora é hora de trabalhar”, conta Bruno González del Yerro na manhã desta segunda-feira (20).
O cansaço é evidente no jovem de 32 anos, que diz sobreviver graças à “adrenalina do jogo” e a “café, muito café”.
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Ele espera ansiosamente o fim da reunião matinal para tomar “um café com os colegas” e “comentar um pouco a partida, porque no escritório todo mundo gosta bastante de futebol”.
“Estou com olheiras enormes! Dormi só quatro horas! Fui dormir às quatro da manhã e agora tenho que ir trabalhar”, comenta, sorrindo, Catalina Sánchez, uma secretária de 64 anos que passou a noite comemorando com as filhas.
O maior desafio para muitos espanhóis nesta segunda-feira será justamente enfrentar a jornada de trabalho.
“Ganhar uma final de Copa do Mundo e ter que trabalhar no dia seguinte é um pouco pesado, não é? Podiam marcar a final para um sábado.
