A busca por alternativas para reduzir as emissões da aviação e do transporte marítimo abriu uma nova frente de negócios para o agronegócio. Como a eletrificação ainda enfrenta limitações nesses dois setores, cresce o interesse por combustíveis produzidos a partir de fontes renováveis. O Brasil chega a essa discussão apoiado em uma trajetória consolidada na produção de biocombustíveis, na ampla oferta de matérias-primas agrícolas e na pesquisa desenvolvida ao longo de décadas na área de bioenergia.
Esse foi o ponto de partida da quarta edição do Agroenergia – Transição Energética Sustentável, realizada em 8 de julho, em Brasília. Promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com apoio da Embrapa Agroenergia, o encontro reuniu representantes do setor produtivo, do governo, da indústria, da academia e de empresas para discutir o avanço da produção brasileira de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e de biobunker, combustível renovável voltado ao transporte marítimo.
As discussões ganharam força após a aprovação da Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/2024), que estabeleceu o marco regulatório para ampliar a produção e o uso de combustíveis renováveis no país, incluindo o SAF. Para a CNA, a nova legislação cria condições para acelerar investimentos e ampliar a participação do agro brasileiro em um mercado que deve crescer nos próximos anos.
