Os contratos de setembro do milho e da soja, na Bolsa de Chicago, trabalham em forte viés de alta com ganhos acima de 1% nesta manhã de segunda-feira (20).
Além do retrocesso em um possível acordo de paz e a volta das tensões no Oriente Médio – que fizeram o preço do petróleo disparar e, consequentemente, reflete nos preços dos grãos usados como biocombustíveis – o clima segue ditando o ritmo do mercado internacional especialmente para o milho. A commodity é a que mais tem sentido o impacto das oscilações climáticas nos Estados Unidos.
Previsões mais recentes do Noaa, a Agência de Administração Oceânica e Atmosférica, apontam para chuva abaixo da média em um momento delicado do cultivo aumentando as incertezas em relação a produtividade e o tamanho da safra norte-americana.
Dúvidas abrem oportunidade para o produto brasileiro
De acordo com a analista de inteligência e estratégia da Biond Agro, Yedda Monteiro, diferentemente da soja, que segue sustentada por expectativas de demanda mesmo com área plantada maior e estoques elevados nos Estados Unidos, o cenário do milho é considerado mais delicado pelo mercado.
O risco climático tem sustentado os prêmios em Chicago abrindo oportunidade para o produtor brasileiro que avança com a colheita do milho safrinha.
“O mercado está precificando o risco. Ainda não existe uma perda consolidada da safra nos Estados Unidos.
