O mercado financeiro reduziu novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que caiu para 5,15%. Esta é a terceira semana seguida de recuo. As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,16% para 5,15%; ➡️ Para 2027, a expectativa ficou estável em 4,20%; ➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,70% para 3,78%; ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população, especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Corte dos juros Mesmo com aumento da projeção de inflação para 2028 (objetivo no qual o BC está mirando para calibrar a taxa de juros), o mercado financeiro continua projetando da Selic. Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano, após três cortes neste ano.
Mercado reduz pela 3ª semana seguida estimativa de inflação em 2026, que cai para 5,15%
