Acertar o campeão de uma Copa do Mundo nunca foi tarefa simples. Mesmo assim, antes de a bola rolar em 2026, o supercomputador da Opta acertou as quatro seleções que acabariam nas semifinais.
O resultado nasceu de milhares de simulações matemáticas alimentadas por um enorme volume de dados. Nada de bola de cristal: só estatística e poder de processamento.
O que está por trás das previsões
A ideia de tentar antecipar o resultado de uma partida existe há séculos. A diferença é que, hoje, praticamente tudo o que acontece em campo vira dado. Cada passe, finalização, desarme ou assistência pode entrar na conta.
É aí que entram os supercomputadores. Em vez de apostar na intuição, eles analisam milhões de informações e cruzam estatísticas sobre equipes e jogadores. No caso da Opta, o sistema combina inteligência artificial, modelos estatísticos e um amplo banco de dados para simular o torneio milhares de vezes e calcular as probabilidades de cada seleção.
Entre os fatores avaliados estão:
Desempenho recente das equipes;
Histórico de confrontos entre os adversários;
Estatísticas individuais dos jogadores;
Lesões, suspensões e outros fatores que podem influenciar cada partida.
Essas máquinas nasceram longe do futebol. O CDC 6600, lançado em 1964 e considerado por muitos o primeiro supercomputador, foi desenvolvido para aplicações científicas, como simulações nucleares, previsões meteorológicas e pesquisas aeroespaciais.
