Considerado o mais significativo da história, o acidente da usina nuclear de Chernobyl em 1986, na Ucrânia, deixou marcas como o “Pé de Elefante”. A massa radioativa que se formou após a explosão do reator 4 chamou a atenção pelo curioso formato e passou a representar um enorme desafio para os cientistas que a monitoram até hoje.
Um dos objetos mais perigosos já produzidos pelo ser humano, a Pata de Elefante, outro nome pelo qual é conhecida, emitia níveis de radiação tão altos que bastavam segundos perto dela para causar sérios problemas e até risco de morte. Passados 40 anos do desastre no território ucraniano, ela continua radioativa e perigosa, com alguns minutos de exposição se tornando potencialmente fatais, conforme estudos recentes.
O que é a Pata de Elefante de Chernobyl?
Em dezembro de 1986, dosimetristas que percorriam um corredor abaixo do núcleo do reator 4 danificado pelo acidente nuclear encontraram algo diferente. Uma substância semelhante à lava vulcânica, que eles acreditavam ser resíduo de combustível nuclear, escorria do compartimento acima e se solidificava em um grande bloco.
Alguns desses profissionais chegaram perto daquela massa esquisita, colocando-se em risco para a coleta de amostras, com análises posteriores revelando a sua composição. Ela é formada por uma substância rara denominada corium, criada naturalmente em apenas cinco ocasiões.
