Raimundo Cutrim, secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do Maranhão, passou a cumprir prisão domiciliar por ordem do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e foi afastado do cargo. Ele é investigado, em processo sob sigilo, por suspeita de coação e obstrução da Justiça.
Cutrim apresentou-se à Superintendência da Polícia Federal em São Luís no sábado (18.jul.2026). Deixou o prédio com tornozeleira eletrônica e foi levado para a residência, onde cumprirá a medida.
O processo tramita sob sigilo, e o STF não divulgou a íntegra da decisão. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o secretário é investigado por suspeita de coação e obstrução da Justiça.
Dino também autorizou uma operação de busca e apreensão em um endereço ligado a Cutrim. Durante a diligência, os agentes encontraram armas curtas e longas na casa do secretário. O arsenal foi apreendido pela PF.
Cutrim passou por audiência de custódia no domingo (19.jul.2026), na sede da Polícia Federal no Maranhão. A defesa, liderada pelo advogado Berilo Freitas, afirmou que ainda não havia tido acesso à decisão do ministro, mas que as determinações estavam sendo cumpridas.
Segundo o g1, Dino impôs outras medidas cautelares ao investigado. Cutrim está proibido de:
conceder entrevistas, direta ou indiretamente;
acessar redes sociais;
fazer declarações públicas;
gravar áudios ou fazer ligações telefônicas;
manter contato com pessoas que não sejam familiares próximos ou seus advogados.
