Um lamento coletivo, imensa frustração, mas também muito apoio: nos bares e praças de Buenos Aires, os argentinos se apegaram até o último minuto à esperança de mais uma virada épica que acabou não acontecendo. Ainda assim, após a derrota para a Espanha, houve aplausos, o som de fogos de artifício e uma mensagem unânime para a seleção: “Obrigado mesmo assim!”.
Em uma rua de Buenos Aires, parado com a família diante de uma telão instalado do lado de fora de um restaurante, Marco Moya, um motoboy de 37 anos, repetia incessantemente, com os olhos marejados: “Obrigado mesmo assim… obrigado, seleção!”.
Em um café no bairro de Caballito, na zona sul da capital, reinava o silêncio ao final da decisão da Copa do Mundo. Os olhares permaneciam fixos na tela da televisão, como se fosse difícil acreditar que, desta vez, a festa era dos espanhóis. O sonho havia sido interrompido, e alguns choravam em silêncio.
No icônico Obelisco, epicentro das comemorações na cidade, a multidão que havia se reunido ao longo do dia, inicialmente abatida, manteve o ânimo elevado para demonstrar reconhecimento pelo que os ‘muchachos’ (rapazes) haviam conquistado. Buzinas soavam, tambores batiam e fogos de artifício explodiam, apesar da derrota.
“Chegamos à final. Não é pouca coisa”, disse Luciano Ortega, um estudante de 20 anos, com um sorriso no rosto.
