Ao abrir qualquer rede social, a chance de se deparar com alguém recomendando um produto é imensa. Durante anos, o mercado olhou para os criadores de conteúdo como uma extensão digital dos antigos comerciais de televisão: uma engrenagem eficiente para produzir vendas rápidas. Esse modelo puramente publicitário, contudo, está ultrapassado.
O entretenimento digital amadureceu e deu um salto definitivo para integrar o mundo dos negócios. Atualmente, o que estamos testemunhando não é mais a era dos publiposts, mas a consolidação de verdadeiras corporações de mídia e produtos, construídas em torno de grandes audiências.
Quando a atenção se transforma em patrimônio, a influência deixa de ser marketing e passa a exigir assento nas mesas de governança corporativa.
Para entender como essa engrenagem funciona na prática, basta observar o fenômeno que se apresenta quando conectamos a solidez do empreendedorismo tradicional ao magnetismo da nova economia da atenção. É exatamente isso que o Alê Costa, fundador da Cacau Show, e a filha, Isabella Costa, fazem com maestria.
Alê foi um dos precursores de um movimento poderoso: o marketing orientado ao líder. Em vez de se esconder atrás de logotipos, ele colocou o próprio rosto para jogo, mostrando as linhas de produção, testando chocolates ao vivo e dividindo a rotina real com os colaboradores. O resultado? Uma conexão humana e instantânea, que traz desejo de consumo e, acima de tudo, um selo intangível de confiança corporativa.
