A CFFC (Comissão de Fiscalização Financeira e Controle) da Câmara dos Deputados não aprovou, em 2026, nenhuma proposta de auditoria, fiscalização ou convocação de autoridades.
O colegiado, responsável por acompanhar e fiscalizar atos do Poder Executivo, é presidido neste ano pelo deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), do mesmo partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao longo do ano, pedidos para fiscalizar programas, requisitar auditorias ao Tribunal de Contas da União e convocar ministros ficaram sem deliberação. Sequer foram escolhidos relatores para a maior parte das matérias.
Entre eles, estão propostas para auditar os gastos com publicidade federal, fiscalizar a execução do Minha Casa, Minha Vida e convocar o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, para prestar esclarecimentos sobre a crise do INSS.
Enquanto os principais instrumentos de controle da comissão seguem paralisados, a pauta avançou em matérias de menor impacto institucional, como convites para audiências públicas, visitas técnicas e moções.
Em 2026, a CFFC recebeu 186 proposições. Dessas, 61 foram aprovadas. A maior parte trata de convites, audiências públicas, visitas técnicas e homenagens. Entre as propostas aprovadas, 59% são de autoria de deputados da base do governo, enquanto 41% pertencem à oposição.
Já entre as 124 proposições que continuam sem votação, o cenário se inverte. Só 12% são da base governista. Os outros 88% foram apresentados por deputados da oposição.
