O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), aguarda nesta semana explicações do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e de dirigentes de partidos políticos sobre a distribuição de emendas parlamentares.
As cobranças foram feitas pelo ministro em duas decisões relacionadas à apuração sobre a influência do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na destinação de recursos.
Motta deverá apresentar ao Supremo todos os documentos relativos à tramitação de 21 emendas investigadas pela Polícia Federal. Os registros devem ser entregues de forma individualizada e organizados por indicação.
A Câmara também terá de informar quais providências adotou para suspender a execução dos recursos, que somam aproximadamente R$ 119 milhões.
Segundo a PF, as emendas teriam sido indicadas por Valdemar, embora ele não exerça mandato parlamentar. Deputados teriam sido registrados formalmente como solicitantes dos recursos para ocultar a atuação do dirigente partidário.
A investigação apura suspeitas de peculato, desvio e associação criminosa. O caso surgiu a partir da análise de materiais apreendidos na Operação Transparência, que investiga a distribuição de emendas de comissão na Câmara.
Para a PF, servidores e assessores da Casa teriam atuado na elaboração de planilhas, no cadastramento das indicações e no encaminhamento dos recursos conforme orientações atribuídas a Valdemar.
