Quem usa medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro pode passar a ter um acompanhamento diferente. Um novo consenso internacional propõe que o sucesso do tratamento seja medido por muito mais do que o número mostrado na balança.
Publicado no The Lancet Diabetes & Endocrinology, o documento reúne orientações sobre doses, alimentação, exercícios físicos e saúde mental, além de indicar quando reduzir ou interromper o uso desses remédios.
Nem todo paciente precisa chegar à dose máxima
Produzido por três entidades europeias, o consenso não altera as indicações dos medicamentos, mas recomenda que cada caso seja analisado de forma individual. A resposta ao tratamento, a presença de doenças associadas e a tolerância aos efeitos adversos devem orientar as decisões.
Segundo Fernando Valente, coordenador do Departamento de Educação em Diabetes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e diretor do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), essa é a principal mudança de perspectiva.
“A grande importância deste primeiro consenso está em mostrar que o tratamento não se restringe a tomar a injeção e perder peso”, afirma Valente, ao G1.
Em alguns casos, doses mais altas continuam sendo necessárias, principalmente para pessoas com grande excesso de peso.
