O impacto econômico da IA (inteligência artificial) nas empresas depende de reformulações estruturais, qualificação de mão de obra e governança. Em entrevista ao Poder360, o especialista em tecnologia e estratégia digital afirmou que a ausência de um ganho geral de produtividade na economia é uma questão de tempo para o amadurecimento e a mudança de comportamentos e processos internos.
Para Reis, os principais erros das companhias no uso de sistemas com maior autonomia são 3:
permitir que a adoção seja feita de baixo para cima, sem que a liderança desenvolva o hábito de utilizar a tecnologia antes da implementação de fato;
inserir ferramentas de IA nos fluxos de trabalho atuais sem modificar os processos anteriores, o que mantém ineficiências antigas;
falta de uma governança clara para reduzir riscos de propriedade intelectual, segurança da informação e falhas em decisões automatizadas.
A escassez de profissionais qualificados para planejar e operar a tecnologia é outro obstáculo relevante. Segundo a consultoria IDC (International Data Corporation), mais de 90% das empresas devem enfrentar falta crítica de talentos em IA até o fim de 2026. Nos Estados Unidos, o total de trabalhadores em funções que exigem fluência na tecnologia saltou de cerca de 1 milhão em 2023 para 7 milhões em 2025, de acordo com a consultora de gestão estratégica McKinsey.
