O Grupo Itajobi, dono das usinas Itajobi, Carolo e Rio Pardo, iniciou um processo de negociação para reestruturar um passivo de R$ 3,76 bilhões antes de recorrer, eventualmente, à recuperação judicial.
A empresa instaurou pedido de mediação empresarial perante o Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania) de São José do Rio Preto. O grupo também ajuizou medida cautelar para dar suporte às negociações com os credores.
O Cejusc é órgão do Poder Judiciário criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para estimular acordos por meio de mediação e conciliação, evitando ou reduzindo disputas judiciais.
Portanto, o pedido não significa que o Grupo Itajobi renegociou sua dívida e nem que a empresa esteja protegida de uma recuperação judicial. Significa apenas que existe um procedimento formal de mediação em andamento, acompanhado pelo Judiciário, para buscar uma solução negociada.
“Passivo dessa dimensão é exatamente o caso em que a mediação antecedente faz mais diferença, não menos”, afirma William Matheus Martinez, do Martinez & Associados, que assessora o grupo. “Uma recuperação judicial dessa magnitude consome anos e destrói valor no caminho. A mediação permite construir a solução com os credores relevantes antes que o processo formal imponha sua própria lógica de desgaste.”
O advogado afirma que o agronegócio passou a usar a recuperação judicial como recursos antes de aprender a utilizar instrumentos judiciais anteriores.
