Durante anos, filtros de redes sociais que afinavam o nariz, aumentavam os lábios ou redefiniam o contorno do rosto reforçarem padrões estéticos inalcançáveis. Hoje, embora essas ferramentas não sejam mais tão utilizadas, a transformação virtual permanece com o avanço da IA (inteligência artificial) generativa.
A “Kaiser Family Foundation”, uma instituição focada em pesquisa de saúde dos Estados Unidos, divulgou em 2026 que: 32% dos adultos afirmam ter usado chatbots de IA para obter informações ou aconselhamento em saúde no último ano e esse uso já é comparável ao das redes sociais como fonte de informação em saúde.
“Em vez de simplesmente aplicar um filtro, usuários passaram a recorrer a plataformas capazes de gerar imagens altamente realistas a partir de fotografias, simulando diferentes estilos, mudanças faciais e até possíveis resultados de procedimentos estéticos. Embora essas imagens não representem previsões médicas e tampouco possam antecipar com fidelidade o resultado de uma cirurgia plástica, elas podem transmitir uma impressão de precisão que não corresponde à realidade”, explica a cirurgiã plástica Dra. Flávia Bonato, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
ChatGPT está morrendo ou ficando complexo demais para o usuário comum?
A cirurgiã plástica explica que a inteligência artificial é capaz de produzir imagens muito convincentes, mas isso não significa que elas representem aquilo que a cirurgia realmente pode oferecer.
