A busca por uma rotina de estudos “perfeita” ganhou força nos últimos anos, impulsionada por rotinas como o chamado clube das 5 da manhã e por promessas de fórmulas infalíveis de produtividade.
Mas a ciência do sono e da aprendizagem indica que não existe um horário universalmente melhor para estudar. O que determina o desempenho é uma combinação de fatores individuais, como o relógio biológico, a idade, a qualidade do sono e até o tipo de conteúdo que está sendo estudado.
É o que explicam André Rebelo, coordenador pedagógico do Ensino Médio do Colégio Vital Brazil, e Karen Scavacini, psicóloga, pesquisadora e fundadora do Instituto Vita Alere. Entrevistados pela CNN Brasil, os dois especialistas chegam a conclusões semelhantes: o horário ideal é aquele em que existe atenção disponível e sono adequado, não um número fixo no relógio.
Segundo André, o desempenho ao estudar está diretamente relacionado ao cronotipo, o perfil biológico que determina se uma pessoa rende melhor mais cedo ou mais tarde no dia. Ele lembra que essa variação se torna ainda mais evidente na adolescência, período em que estudos sobre o desenvolvimento do sono mostram uma tendência natural de atraso no horário de dormir.
Karen Scavacini reforça esse ponto e acrescenta que o cronotipo interage com a rotina e com o tipo de tarefa exigida.
