Os três filhos de Jean Hanlon, da esquerda para a direita, Robert, Michael e David Porter, se negaram a aceitar que a causa da morte da sua mãe fosse um acidente BBC Tudo começou com uma ligação da Interpol em 2009. As autoridades entraram em contato com os pais de Jean Hanlon para informar que sua filha, de 53 anos, havia desaparecido na ilha de Creta, na Grécia. O filho caçula de Jean, Michael Porter, recebeu uma ligação do seu irmão mais velho, Robert, para dar a notícia. "Eu pensei: 'Como ela desapareceu?'", relembra ele. A vida dos três irmãos estava a ponto de mudar, de uma forma que eles nunca teriam conseguido imaginar. Agora no g1 "Automaticamente, pensei no pior, mas não sabia exatamente o que seria o pior", comenta Michael. Jean Hanlon precisava atender uma criança com dificuldades de aprendizado em Creta. E, quando ela não se apresentou, a família começou a se preocupar. "Uma das grandes virtudes da nossa mãe era sua lealdade", segundo Michael. "Ela sempre dava de tudo pelos outros e cumpria sua palavra." Jean Hanlon adorava o sol e havia começado a construir uma nova vida na ilha de Creta BBC Naquela época, Michael morava na Inglaterra, a mais de 300 km de distância dos seus dois irmãos, na Escócia. Os três pegaram um avião rumo à ilha de Creta. "Eu não diria que somos pessoas particularmente emotivas, mas aquele foi um momento intenso e emocional", relembra Michael. "Não dissemos nada. Só nos abraçamos e choramos.
A saga de três irmãos para descobrir quem matou sua mãe após 17 anos
