Os Estados do Golfo observam com crescente apreensão a nova escalada do conflito entre o Irã e os EUA. Um padrão de ataques e contra-ataques já se estabeleceu, agravado pela tensão crescente entre a Arábia Saudita e os Houthis, aliados do Irã no Iêmen.
A via diplomática parece estagnada no momento. A série de visitas de delegações do Paquistão e do Catar ao Irã, na tentativa de manter o cessar-fogo, deu lugar ao pessimismo entre os diplomatas da região. O próprio Catar foi atingido duas vezes durante essa recente onda de hostilidades.
Drones iranianos também tiveram Omã como alvo, poucos dias após negociações entre os dois países sobre um sistema de gestão para o Estreito. Além disso, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) atacou navios que navegavam perto da costa de Omã. O tráfego no Estreito de Ormuz foi reduzido a um fluxo mínimo.
O Irã alertou repetidamente que está pronto para intensificar ataques contra vizinhos que abrigam instalações militares dos EUA; um veículo de imprensa semioficial, a agência Fars, publicou uma lista de cinco portos no Bahrein, na Arábia Saudita, no Kuwait, no Catar e nos Emirados Árabes Unidos que, segundo a publicação, poderiam se tornar alvos caso a infraestrutura iraniana fosse atacada.
Nos últimos dias, os alvos dos EUA incluíram túneis, estradas, pontes e ferrovias, segundo a mídia estatal iraniana, aumentando o receio de que o conflito saia de controle.
