A escalada das tensões entre os EUA e o Irã tem gerado desdobramentos que vão além do campo militar, atingindo diretamente a economia norte-americana e o cenário eleitoral.
Durante o videocast Fora da Ordem, os analistas avaliaram que o impasse em torno do Estreito de Ormuz e o consequente choque energético colocam o presidente americano, Donald Trump, diante de um dilema de difícil solução.
Segundo o analista de internacional da CNN Brasil, Lourival Sant’Anna, Trump opera com uma lógica empresarial nas negociações internacionais.
“Trump tem um mindset de empresário que acredita que se aquele com quem ele está negociando tem benefícios econômicos, ele vai fechar o negócio e o conflito estará resolvido”, afirmou.
Nesse sentido, ele teria negociado com o governo civil iraniano o levantamento das sanções sobre o petróleo do Irã, o descongelamento de 24 dos 105 bilhões de dólares em ativos bancários congelados e a criação de um fundo de até 300 bilhões de dólares para a reconstrução do país no pós-guerra.
A Guarda Revolucionária e o impasse no Estreito de Ormuz
A negociação, no entanto, encontrou um obstáculo na Guarda Revolucionária Islâmica, que apresentou uma pauta própria.
De acordo com Lourival, a Guarda quer garantir que nenhum país volte a atacar o Irã e considera o controle sobre o Estreito de Ormuz seu principal fator dissuasório, já que não dispõe de armas nucleares.
