A corrida das empresas para incorporar IA (inteligência artificial) aos negócios pode acabar aumentando custos em vez de elevar a produtividade, quando a tecnologia é adotada sem um objetivo claro.
O alerta é da vice-presidente de Operações e Clientes da Druid, Michele Bastos Lage Ferreira. Segundo ela, organizações que entram na onda da IA só porque o mercado está fazendo o mesmo tendem a substituir um custo por outro sem capturar ganhos efetivos.
A declaração foi dada ao Poder360 em entrevista gravada em Brasília na 4ª feira (9.jul.2026).
Michele tem 49 anos e mais de 27 de experiência nos setores de tecnologia e telecomunicações. Passou por empresas como Vivo, TIM e Century, onde liderou áreas de transformação digital, governança, operações e experiência do cliente.
Em 2026, assumiu a área comercial da Druid durante a expansão da empresa e o lançamento do Fast Forward Engineering, metodologia baseada em inteligência artificial para acelerar o desenvolvimento de sistemas críticos.
Para a executiva, o maior erro das empresas é começar a discussão pela tecnologia. Ela afirmou que a prioridade deve ser compreender quais problemas precisam ser resolvidos e quais resultados o negócio pretende alcançar.
“É muito menos do como e muito mais do por que e para que”, declarou.
