O plantio de arroz da próxima safra ainda está distante, mas o mercado financeiro e os produtores não param de pensar nela. “O comportamento do El Niño permanece como a principal variável para definição da área cultivada, da produtividade e do calendário agrícola”, enumera o analista da Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
“As estimativas continuam apontando para uma produção brasileira próxima, ou até mesmo inferior, a 10 milhões de toneladas em base casca, resultado da combinação entre provável redução de área e expectativa de menor produtividade”, comenta.
Entretanto, essas projeções ainda dependerão da evolução das condições climáticas ao longo dos próximos meses. “O ambiente de incerteza continua influenciando diretamente as decisões de investimento”, frisa.
Muitos produtores seguem adiando a aquisição de insumos, aguardando maior previsibilidade climática antes da consolidação do planejamento da próxima temporada. “Nesse contexto, cresce a expectativa de atrasos no calendário agrícola em diversas regiões, reforçando a importância do escalonamento do plantio como estratégia para reduzir riscos operacionais”, pondera.
Entre os principais fatores de sustentação do mercado, destacam-se a recuperação gradual das cotações, a perspectiva de menor disponibilidade exportável dos Estados Unidos, o fortalecimento dos fundamentos internacionais e a confirmação de redução da área cultivada no Brasil.
