A China atingiu um marco no setor espacial com o 1º teste bem-sucedido de recuperação de um foguete de classe orbital. A operação é semelhante à usada pela norte-americana SpaceX, em que o foguete retorna e pousa em uma plataforma.
O avanço é relevante para o setor aeroespacial chinês, que tenta reduzir custos para viabilizar esse tipo de operação. Mas a ambição da China vai além de um foguete reutilizável.
O objetivo principal é ampliar sua presença na órbita terrestre e se aproximar dos Estados Unidos. Atualmente, os norte-americanos realizam centenas de lançamentos espaciais por ano. A China tenta fazer frente à indústria dos EUA.
No 1º semestre de 2026, o país asiático bateu seu recorde de lançamentos, com 44 operações, 22% a mais que no mesmo período de 2025. Embora o crescimento represente um avanço significativo para os chineses, os EUA ainda estão muito à frente.
Nos primeiros 6 meses de 2026, os norte-americanos realizaram 95 lançamentos, mais que o dobro do registrado pela China. A liderança é puxada principalmente pela SpaceX. Só a empresa de Elon Musk colocou 78 foguetes em órbita no 1º semestre deste ano.
Apesar da distância em infraestrutura espacial, o teste de recuperação do foguete pode representar um ponto de virada para a indústria chinesa. A possibilidade de reutilizar parte da estrutura reduz custos e pode tornar as operações mais competitivas.
