O frio intenso que atingiu diversas regiões do Brasil começa a perder força, mas a semana ainda reserva grandes oscilações climáticas em todo o país. Enquanto a massa de ar polar se dissipa gradualmente, meteorologistas alertam para tempestades severas no Rio Grande do Sul, com previsão de chuvas acumuladas de até 300 milímetros em menos de sete dias.
Na terça-feira (15), cidades das regiões Sul e Sudeste ainda registraram temperaturas negativas. O Parque Nacional do Itatiaia, localizado entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, foi um dos pontos mais gelados do país: uma estação particular registrou 11 graus abaixo de zero, configurando o menor índice térmico do ano na reserva.
O frio foi tão intenso que chegou a congelar um lago na área. Em Campos do Jordão, no interior de São Paulo, os termômetros marcaram 2,1 graus, com sensação térmica de menos 1 grau, e uma fina camada de gelo se formou sobre objetos deixados nas ruas.
Rio de Janeiro bate recorde de frio pelo segundo dia seguido
Mudança significativa nas temperaturas a partir de quarta-feira
Segundo Marco Antônio Mendes, a quarta-feira (16/7) deve ser o último dia de frio mais intenso. A partir daí, os ventos mudarão de direção e boa parte do Brasil passará a receber influência de um ar quente proveniente do interior do continente.
O fenômeno deve provocar um “veranico”, com temperaturas podendo subir até 10 graus acima da média em uma faixa que vai do Rio Grande do Sul ao Mato Grosso.
