O arroz, alimento presente diariamente na mesa dos brasileiros, pode se tornar ainda mais rico em certos nutrientes quando submetido ao processo de germinação. Pesquisa realizada por cientistas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), da Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) demonstrou que esse processo aumenta o teor de compostos bioativos benéficos à saúde, reduz o tempo de cozimento e abre possibilidades para o desenvolvimento de novos produtos alimentícios de maior valor agregado.
A pesquisadora Cristina Yoshie Takeiti, da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), diz que a germinação eleva o conteúdo de Gaba (ácido gama-aminobutírico) em cerca de 91%. Tal resultado é obtido em curto tempo de germinação (16 horas). O Gaba é um neurotransmissor associado a diversos benefícios fisiológicos, como efeitos anti-hipertensivos, antidiabéticos e auxílio no controle da depressão e ansiedade, conforme estudos in vitro e in vivo.
“A germinação ativa mecanismos naturais presentes no grão que aumentam compostos bioativos importantes como flavonoides e ácidos fenólicos. Esses compostos apresentam propriedades antioxidantes que podem diminuir o risco de doenças crônicas não-transmissíveis”, declara Takeiti. Além de tornar o cereal mais nutritivo, a germinação ainda reduz o tempo de preparo, um atributo importante para o consumidor moderno.
